Home

Apresentação

Fotógrafos

Webmasters

Músicos

Rádio On-line

Litúrgia

Artigos

Entrevistas

Coberturas

Fotos

Cadastro de Evento

Fale Conosco

Area Restrita

BH na Paz 24/10/2009

Rosa de Saron 12/06/2009

13ª Torcida de Deus

Show Adoração e Vida

Aviva Belô 2009

Haleluia BH

Nova Semente no Orkut

Gospa Mira

Entrevista
 

[+]Sérgio Fernando - Vereador em Belo Horizonte e membro da Fraternidade Toca de Assis

 

Conversarmos agora com o vereador Sérgio Fernando, líder do PHS na Câmara de Belo Horizonte e presidente da CLJ, Comissão de Legislação e Justiça. Essa entrevista é um bate-papo especial para o site novasemente.com.br.


Vereador,
1) Você sempre teve caminhada de fé, sempre foi atuante na Igreja?

Sérgio Fernando - Na verdade, a minha conversão e a minha participação na Igreja foi tardia. Eu cresci totalmente distante da Igreja, só na minha juventude conheci realmente Jesus Cristo. A minha conversão está diretamente ligada à minha caminhada com a Fraternidade Toca de Assis. Fraternidade da qual eu sou co-fundador e leigo atuante há 13 anos. Só para se ter uma idéia da minha conversão, eu recebi Jesus Eucarístico pela primeira vez na minha missa de formatura da faculdade aos 24 anos de idade.

2) O que te levou ao trabalho com moradores de rua?

SF - Eu sempre tive um apelo social muito forte. A minha juventude foi muito politizada. Quando eu estava na faculdade, como estudante de Direito, sempre me envolvi diretamente nas questões políticas e sempre com uma visão de democracia e, principalmente, de igualdade. Sempre tive um apelo pela defesa daqueles mais necessitados e isso foi fortalecido, e se confirmou, com as minhas participações nas pastorais de rua da Toca de Assis. Nas Pastorais de Rua, eu tive uma oportunidade de passar do discurso que sempre fiz em defesa dos mais necessitados à prática efetiva de atos que pudessem ajudar a esses mais necessitados, os mais pobres. Então, o que me levou a esse trabalho com os moradores de rua foi a minha vivência política sempre com uma visão social muito aguçada e sempre na defesa dos mais necessitados e a minha prática efetiva com a Fraternidade Toca de Assis.

3) Este trabalho com os moradores de rua foi determinante na sua entrada na política?

SF - Sim. Como eu disse, esse apelo em defesa dos mais pobres é que começou a mover todos os campos da minha vida. E outra saída não havia, senão entrar na política onde eu poderia colocar efetivamente, eu acredito mais em prática, essa questão da atenção, chamar a atenção, principalmente do poder público quanto às necessidades daquelas pessoas que estão abandonadas nas ruas.

4) Como foi quando você se decidiu pela política? Encontrou rejeição dentro da própria Igreja?

SF - Bom, no meu caso não. Eu não senti rejeição. É lógico que no momento da campanha algumas pessoas rejeitam sim aqueles candidatos que buscam votos na Igreja. E na minha opinião, essa rejeição não deveria ocorrer. Mas eu não tive essa rejeição no meu meio de Igreja, porque a minha campanha, a minha vocação política, foi discernida com dois sacerdotes. Ela foi discernida com o Padre Roberto, em Campinas, fundador da Toca de Assis, e com o Padre Gilson aqui de Belo Horizonte, da Paróquia do Morro Alto e Comunidade Novo Israel, em Vespasiano. Antes de dar a notícia que eu seria candidato, ou que eu gostaria de ser candidato, levei essa questão aos dois que são meus diretores espirituais. Eles entraram em oração, discerniram, rezaram comigo e deram a resposta positiva, no sentido de que eu poderia e deveria caminhar na política, até porque tudo aquilo que eu já tinha vivido até o ano passado na minha vocação de família, na minha vocação profissional, na minha caminhada política, institucional na OAB, em todos os meios em que eu convivi, me credenciava a concorrer ao cargo de vereador.

5) Como você vê o casamento fé e política?

SF - Eu vejo o casamento fé e política como necessário, como importante. Eu acho que a fé não deve se desvincular da política e vice-versa. Se você tiver políticos de fé, homens tementes a Deus, necessariamente vai conseguir políticos mais éticos, mais honestos. E se você tiver também, na caminhada de fé, pessoas conscientes dos seus direitos, e aí isso também é política, você vai ter uma sociedade mais atuante, uma sociedade que cobra com mais efetividade a atuação e as posturas dos políticos. Então eu entendo que é necessário sim, nessa via de mão dupla, a participação tanto da fé, do fiel, com a consciência política de cada um, como a participação dos políticos numa vivência de fé e, principalmente, sendo tementes a Deus.

6) Como você pretende fazer um mandato pautado nos princípios cristãos? Devem ser muitas as dificuldades.

SF - Bem. Desde a minha conversão, a minha vida sempre tem sido pautada nos princípios cristãos. São os princípios que eu acredito. Então, na minha casa, na minha família, no meu trabalho, no escritório, na OAB, em todos os meios que eu convivo eu levo a minha vida, eu conduzo a minha vida, pelos princípios cristãos. E na política não vai ser diferente. Eu, sinceramente, não vejo dificuldade no meu caso. Uma vez que basta eu viver aqui, no meio político, como eu vivo lá fora, sendo a mesma pessoa, combatendo a mentira, combatendo a corrupção, combatendo as coisas fáceis que o mundo oferece e, principalmente, sendo homem temente a Deus. Se nós tivéssemos políticos, repito tementes a Deus, nós não teríamos tanta coisa errada no nosso meio político. Então, eu, sinceramente, não vejo dificuldade em ter um mandato pautado nos princípios cristãos.

7) Qual é a maior dificuldade hoje para um cristão atuante dentro da política?

SF - A maior dificuldade de um cristão eu acredito que seja manter-se na política sem corromper-se pelo meio. A política, e principalmente nós, mandatários, vivemos em um ambiente cercado de interesses. São interesses dos mais diversos: bons e ruins. Lícitos e ilícitos. A maior dificuldade é você conseguir transitar entre esses interesses sem deixar se levar por aqueles que ferem os seus princípios, por aqueles ilícitos. Então, a maior dificuldade é a gente lidar com todos esses interesses sem se deixar corromper por aqueles que não são sérios, aqueles que não são corretos.

8) Como você poderá contribuir concretamente, através da política, para uma sociedade mais justa e igualitária?

SF - Bem. No meu caso, eu sou vereador de Belo Horizonte. Cabe ao vereador cria e aprovar leis e também fiscalizar a atuação do prefeito, do Executivo. Como eu posso contribuir concretamente? Da seguinte maneira: primeiro, levando a essas leis os meus princípios cristãos, ou seja, criando e também votando em leis que no nosso ponto de vista não vá ferir aquilo que a gente acredita. Principalmente, criando e votando em leis que possam beneficiar as pessoas mais necessitadas, as pessoas que têm a condição pior, que é a nossa intenção ajudar os mais necessitados. E também fiscalizando o Executivo na aplicação de todos aqueles programas sociais que já existem e, muitas vezes, não são aplicados corretamente. Nós temos vários programas sociais a nível federal, estadual e municipal. No meu caso, a minha competência é a de fiscalizar os programas a nível municipal. Mas nós temos vários programas que atendem às pessoas mais necessitadas em todos os aspectos. O que a gente tem que fazer é verificar, acompanhar o Executivo, fiscalizar se as verbas estão sendo destinadas a esses programas, se esses programas estão atendendo efetivamente aquelas pessoas que necessitam. Então, é uma atuação de fiscalização. Então, a minha prática concreta, de contribuição é essa. Criando e votando em leis que possam beneficiar aqueles, principalmente, mais necessitados e também fiscalizando o Executivo no andamento, na aplicação de recursos nesses programas sociais voltados a essas pessoas.

9) Porque você propôs a homenagem de cidadão honorário a Dom Aloísio Vitral no dia 13 de maio, na Câmara Municipal?

SF - Primeiramente, Dom Aloísio Vitral é um grande amigo, uma pessoa pela qual eu tenho uma profunda admiração. Eu propus essa homenagem, esse título de cidadão honorário, porque entendo que Dom Aloísio tem uma trajetória, uma vida de dedicação a Arquidiocese e, conseqüentemente, ao povo de Belo Horizonte. Em toda a sua caminhada, quem procurar se informar vai ver que foram vários os serviços efetivamente prestados por Dom Aloísio ao católico, ao cristão, ao povo de Belo Horizonte, por meio de suas atuações nas paróquias e agora como bispo auxiliar. E o fato dessa homenagem ser em 13 de maio é porque esse, pra nós, é um dia singular. Para começar é o dia de Nossa Senhora de Fátima e nós temos uma grande devoção por Nossa Senhora de Fátima. E, em segundo lugar, em 13 de maio a Fraternidade Toca de Assis estará completando 15 anos de sua fundação. A Toca de Assis foi fundada em 13 de maio de 1994 em Campinas. Então, já tem um simbolismo todo especial pra nós e nada melhor do que também comemorar com a entrega desse título mais do que justo a Dom Aloísio Vitral.

Obrigada, vereador.
Repórter Nayara Amâncio.


Segue também o audio da entrevista

A equipe do Nova Semente agradece a reporter Nayara Amâncio e a assessora Sônia Pessoa.

 
 
Nova Semente 2008 { + }
Católica toolbar
Adicione aos favoritos *** Todos os direitos Reservados *** ..[ Criado por Renato Mendes ]